Entendendo a Evolução do Marketing nas Empresas Modernas
Durante muito tempo, o marketing ocupou um papel periférico dentro das organizações. Era comum vê-lo restrito a tarefas operacionais, como a produção de panfletos, a organização de promoções pontuais ou a simples manutenção das redes sociais.
Claudecir A. de Moura
Apaixonado por marketing e comunicação. Colocou, como missão, despertar todo o potencial digital das marcas através de planos de maketing e comunicação.
Durante muito tempo, o marketing ocupou um papel periférico dentro das organizações. Era comum vê-lo restrito a tarefas operacionais, como a produção de panfletos, a organização de promoções pontuais ou a simples manutenção das redes sociais. Em muitos casos, era tratado como uma área “bonita, mas não essencial”, quase como um enfeite do negócio — algo que se fazia quando sobrava tempo ou orçamento.
Essa visão limitada, no entanto, começou a mostrar sinais de esgotamento. O mercado ficou mais competitivo. O consumidor ficou mais exigente. As decisões ficaram mais rápidas e mais baseadas em dados. Nesse novo cenário, as empresas que continuaram tratando o marketing como um centro de custo acabaram ficando para trás.
A transformação começou quando líderes visionários passaram a enxergar o marketing não como uma despesa, mas como uma ferramenta estratégica capaz de guiar decisões, gerar valor e impulsionar o crescimento sustentável dos negócios. Mais do que promover produtos, o marketing moderno passou a se preocupar com posicionamento, diferenciação, experiência do cliente e construção de marca. Tornou-se, em essência, o elo entre o que a empresa faz e o que o mercado realmente deseja.
Para ilustrar essa mudança de mentalidade, propomos uma metáfora visual baseada em quatro fontes de luz — cada uma representando um estágio de consciência sobre o papel do marketing nas empresas: da fogueira rudimentar ao lampião moderno. Essa jornada simbólica reflete não apenas a evolução técnica e estratégica do marketing, mas também o amadurecimento da cultura empresarial em torno dele.
Neste artigo, vamos explorar cada um desses quatro estágios:
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A Visão Limitada, onde o marketing é isolado e sem poder de decisão.
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A Mudança Estratégica, que marca o início da valorização do marketing.
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A Abordagem Baseada em Dados, onde métricas e inteligência orientam a ação.
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E, por fim, o Foco no Cliente, estágio em que o marketing se torna o centro da estratégia empresarial.
Entender essa evolução é essencial para qualquer empreendedor, gestor ou profissional que deseja manter sua empresa relevante, conectada e preparada para os desafios do futuro.
01. Visão Limitada — Quando o Marketing é Apenas um Custo
No início da jornada empresarial, é comum que o marketing seja visto apenas como uma necessidade pontual — algo que se faz “quando dá” ou “quando precisa vender rápido”. Nesse primeiro estágio, que chamamos de Visão Limitada, o marketing é percebido como uma despesa inevitável, e não como um investimento estratégico.
A metáfora da fogueira rudimentar representa bem esse momento: uma luz fraca, instável, que serve apenas para iluminar o mínimo necessário. Assim também é o marketing nas empresas que ainda operam com essa mentalidade. Ele é acionado de forma reativa, para apagar incêndios ou dar uma resposta rápida ao mercado. Suas ações são pontuais, desconectadas da estratégia maior da empresa e, muitas vezes, baseadas em achismos ou “o que está na moda”.
Nesse contexto, o marketing costuma se restringir à produção de materiais gráficos, ao gerenciamento esporádico de redes sociais ou a pequenas campanhas de divulgação com pouco ou nenhum planejamento. Não há coleta de dados, análise de resultados ou integração com áreas como vendas, produto ou atendimento. As decisões são tomadas de forma isolada, e a expectativa de retorno raramente é mensurada de forma objetiva.
As consequências dessa abordagem são previsíveis:
Baixa efetividade, desperdício de recursos, campanhas ineficazes e um distanciamento crescente entre a empresa e seu público. A empresa até tenta comunicar, mas não consegue se conectar de verdade. O marketing, assim, vira um rótulo caro colado em algo que ainda não tem alma nem estratégia.
A mentalidade predominante nesse estágio é perigosa:
“Marketing é só um custo.”
Essa frase, mesmo que não seja dita abertamente, se reflete nas atitudes, na falta de prioridade e no orçamento apertado que o marketing costuma receber nessas empresas.
O problema é que, enquanto essa visão persistir, o negócio continuará tateando no escuro, queimando lenha demais para produzir pouca luz. Evoluir para o próximo estágio exige uma mudança de mentalidade: começar a perceber o marketing como parte fundamental da engrenagem estratégica da empresa, e não como um adorno opcional.
02. Mudança Estratégica — O Começo da Consciência
O segundo estágio da evolução do marketing é marcado por um despertar. A metáfora da vela representa bem esse momento: ainda é uma luz fraca, mas que começa a iluminar o caminho de forma mais intencional. Aqui, o marketing deixa de ser visto apenas como um custo e começa a ser reconhecido como um elemento importante para o crescimento do negócio.
Nesta fase, algo muda na mentalidade da liderança. Em vez de acionar o marketing apenas em momentos de urgência, a empresa começa a considerá-lo na hora de tomar decisões mais amplas. O marketing passa a participar de conversas com outros setores, como vendas, atendimento e até desenvolvimento de produtos. Ainda não tem a última palavra, mas finalmente tem voz.
Essa mudança de postura é sutil, mas poderosa. Os empreendedores começam a perceber que o marketing pode ajudar a entender o comportamento do cliente, posicionar melhor a marca e gerar mais oportunidades comerciais. Surgem os primeiros planejamentos, os primeiros testes com campanhas mais estruturadas e um olhar mais atento às respostas do mercado.
O marketing passa a apoiar decisões estratégicas, mesmo que ainda com pouco embasamento técnico. O discurso já muda: fala-se em construir presença, alcançar públicos certos, se diferenciar da concorrência. Ainda há limitações — de orçamento, de equipe, de visão —, mas a fagulha da transformação está acesa.
Consequências positivas começam a surgir:
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As ações passam a ter mais coerência e intenção.
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O marketing começa a contribuir para os resultados, mesmo que timidamente.
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Há um esforço maior em compreender quem é o cliente e como chegar até ele.
A nova mentalidade que começa a se formar é:
“Talvez o marketing possa apoiar outras áreas.”
Essa simples mudança de perspectiva abre espaço para grandes avanços. O marketing começa a sair da “caixinha da estética” e se aproxima da estratégia, mesmo que ainda com recursos limitados. A vela está acesa — e com ela, a consciência de que o marketing pode ser mais do que parecia.
A transição para o próximo estágio exige mais: é preciso dados, clareza e coragem para investir. Mas uma vez que essa luz foi acesa, dificilmente ela se apaga.
03. Abordagem Baseada em Dados — O Marketing Ganha Inteligência
No terceiro estágio da evolução do marketing, a luz já é mais forte, mais constante e confiável. A metáfora do lampião representa essa nova fase: o marketing ganha consistência, direcionamento e, acima de tudo, inteligência. Sai o achismo, entra a análise. Sai o improviso, entra a estratégia guiada por dados.
Aqui, o marketing deixa de ser apenas uma área de comunicação e passa a atuar como um centro de inteligência do negócio. As decisões agora são embasadas em métricas, testes A/B, ferramentas de análise, indicadores de performance e comportamento do consumidor. O foco não é mais apenas “parecer bonito”, mas entregar resultados reais e mensuráveis.
Nesta fase, o marketing se aproxima da ciência. Cada campanha é uma hipótese. Cada métrica, uma resposta do mercado. O funil de vendas começa a ser estruturado, os dados do cliente são organizados e analisados, e o conteúdo passa a ser pensado estrategicamente, com foco em atrair, converter, nutrir e fidelizar.
Consequência direta dessa abordagem:
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O marketing deixa de ser visto como um gasto e passa a ser mensurado como investimento.
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O retorno sobre cada ação pode ser monitorado com clareza.
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A empresa começa a entender o comportamento do cliente de forma profunda, e não apenas superficial.
Esse é o estágio em que o marketing começa a ter voz ativa nas decisões estratégicas da empresa. Ele passa a ditar o ritmo da inovação, a antecipar movimentos de mercado e a gerar insights para outras áreas, como produto, vendas e até logística.
A mentalidade predominante aqui é:
“Marketing é inteligência competitiva.”
Essa visão transforma a relação entre a empresa e seu mercado. A empresa não atua mais no escuro, nem reage apenas ao que o concorrente faz. Ela antecipa tendências, mede tudo o que faz e entende com clareza o que está funcionando — e o que precisa ser ajustado.
Neste ponto da jornada, a empresa já se diferencia no mercado. Mas ainda há um estágio mais avançado, que fecha esse ciclo evolutivo com chave de ouro: o momento em que o cliente ocupa o centro da estratégia. E é isso que veremos a seguir.
04. Foco no Cliente — Quando o Marketing Se Torna o Coração da Estratégia
Neste quarto estágio, a luz do marketing não apenas ilumina — ela guia. O lampião moderno simboliza um marketing que é claro, eficiente e estrategicamente posicionado. Aqui, o marketing deixa de ser uma engrenagem do sistema para se tornar o centro nervoso da empresa, orientando todas as decisões com base no que realmente importa: o cliente.
Empresas que atingem esse nível de maturidade entendem que o marketing não é apenas sobre vender mais, mas sobre criar valor real e duradouro para as pessoas. É o estágio em que a marca escuta com profundidade, responde com agilidade e constrói relações de confiança com seus públicos. A empresa deixa de pensar em “empurrar produtos” e passa a pensar em resolver problemas, encantar e fidelizar.
Nesse ponto, toda a organização se alinha ao marketing. Produto, vendas, atendimento e até o financeiro compreendem que o cliente não é responsabilidade de um único setor, mas de todos. O marketing, com base em dados, pesquisas, feedbacks e comportamentos, alimenta todas as áreas com inteligência, direção e sensibilidade.
Características marcantes desse estágio:
- Estratégias orientadas por dados e emoções.
- Experiência do cliente como prioridade máxima.
- Personalização de jornadas e conteúdos.
- Cultura centrada no propósito da marca e na entrega de valor.
Resultados observáveis:
- Maior fidelização de clientes.
- Reputação de marca fortalecida.
- Crescimento mais sustentável, com base em relacionamento e confiança.
Mentalidade predominante:
“Marketing é um ativo estratégico.”
Essa frase resume tudo: o marketing não é mais um custo, nem um suporte. Ele é um ativo que constrói reputação, gera valor e garante vantagem competitiva. É ele que sustenta a relevância da empresa em um mundo cada vez mais dinâmico, ruidoso e competitivo.
Empresas que operam neste nível são aquelas que mais crescem, não apenas em faturamento, mas em influência, admiração e conexão com o mercado. Elas não apenas vendem. Elas conquistam.
Chegar até aqui exige investimento, humildade, testes e cultura. Mas uma vez que essa visão se torna realidade, a empresa nunca mais opera da mesma forma.
Conclusão: O Marketing Que Ilumina o Caminho
A jornada do marketing, como vimos, é também a jornada da consciência empresarial. Cada estágio — da fogueira à lanterna moderna — representa uma forma de enxergar o papel do marketing dentro do negócio. E, acima de tudo, revela o quanto a forma como uma empresa se comunica com o mundo diz muito sobre o seu grau de maturidade.
Se o marketing ainda é visto como um custo, a empresa está tateando no escuro. Se ele começa a ser valorizado, a luz se acende. Quando é alimentado por dados, ela se fortalece. E, finalmente, quando o cliente passa a estar no centro, o marketing se transforma em uma verdadeira bússola estratégica.
Esse movimento não acontece do dia para a noite. Ele exige visão, humildade, comprometimento e, principalmente, uma liderança disposta a evoluir. O marketing não é um departamento. É uma mentalidade organizacional. Ele deve permear decisões, inspirar ações e conectar a empresa com a sua razão de existir: as pessoas que ela serve.
E aqui vai o convite:
Se você é empreendedor, gestor ou profissional da comunicação, comece hoje mesmo a fazer essa transição. Avalie em que estágio você está. Reflita sobre como o marketing tem sido tratado na sua empresa. E, principalmente, pense no que precisa mudar para que ele deixe de ser apenas uma chama fraca e se torne a luz que orienta o seu crescimento.
O marketing pode ser muito mais do que você imagina.
Mas tudo começa com uma decisão: evoluir.
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